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Ginecologista é preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes em Goiânia

 

Médico já havia sido condenado em 2015 por violação sexual mediante fraude; segundo delegada, defesa recorreu e profissional continuou trabalhando e cometendo os abusos.

Ginecologista foi preso suspeito de abusar de pacientes em Goiânia (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Um médico ginecologista de 58 anos foi preso, nesta terça-feira (23), suspeito de abusar sexualmente de pacientes, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, o profissional já havia sido condenado por violação sexual mediante fraude de outras pacientes, em 2015, mas defesa recorreu e ele continuou trabalhando e cometendo os abusos. A identidade dele não foi divulgada pela corporação.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia da Mulher, o ginecologista submetia às vítimas à prática de atos libidinosos enquanto realizava os exames. Em um dos casos, segundo ela, o médico chegou a praticar sexo oral em uma paciente.

“Nós representamos pela prisão dele depois que três vítimas procuraram a delegacia. Elas relataram que o profissional utilizava o momento do exame de toque para abusar das vítimas, seja por meio de masturbação, falando coisas de cunho sexual, chegando a audácia de praticar sexo oral em uma delas”, contou a delegada ao G1.

Os crimes ocorreram, conforme divulgou a corporação, em dezembro de 2017. Até então, três vítimas do profissional haviam procurado a delegacia. A delegada afirma que, apesar de já ter sido condenado pela mesma prática em 2015, o homem nunca havia sido preso.

“Em 2014 a nossa delegacia apurou a denúncia de uma paciente que foi vítima da mesma forma de abuso. Ele chegou a ser condenado em 2015, mas a defesa do médico recorreu e ele nunca tinha sido preso. Agora, com o surgimento destes três novos casos, mesmo o processo anterior ainda estando em curso, pedimos pela prisão”, explicou Ana Elisa.

De acordo com a delegada, o médico tem mais de 30 anos de carreira e já trabalhou em um grande hospital no Centro de Goiânia.

G1 entrou em contato, por email e telefone, às 8h50, com a diretoria do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), e aguarda um posicionamento da instituição sobre o caso.

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